segunda-feira, 22 de maio de 2017

A Guardiã já está nas Bertrands!





O romance " A Guardiã, O Livro de Jade do Céu" já está por aí. Eis as Bertrands onde o podem encontrar:

  • Aveiro
  • Chiado
  • Campo Pequeno
  • Torres Vedras
  • Colombo
  • Norte Shopping
  • Amoreiras
  • Almada Forum
  • Leiria
  • Montijo
  • Portimão
  • Açores (Ponta Delgada)
  • Coimbra Dolce Vita
  • Vasco da Gama
  • Antas (Porto)
  • Dolce Vita Funchal
  • Caldas da Rainha
  • Forum Sintra
  • Dolce Vita tejo
  • Shopping Cidade do Porto 


*Se forem a qualquer loja Bertrand em que o livro não esteja exposto, peçam. Se não estiver na loja, o livreiro pedirá à editora.

segunda-feira, 20 de março de 2017

História em Pedacinhos - As casas da minha infância e os tempos de chá sem açúcar

Sinopse: 

"− Olha ali! É aquele! O da camisa amarela!

Sei que olhei, acenei… e fechei dentro de mim uma amálgama de sentimentos e emoções inexplicáveis. Nesse momento, descobri que o meu pai era, afinal, um estranho, um estranho de camisa amarela, um rosto igual a outros tantos… não se deu o milagre."


A autora é Maria Cecilia a protagonista desta história em pedacinhos que revela muito do que foi a sua vida, a partir dos 6 anos. A família que emigra em busca de uma vida melhor, primeiro o pai, depois a esposa e a filha que deixam a ilha da Madeira para partirem à descoberta de um mundo novo.

Toda a história apela às emoções do leitor. Nela, a inocência enternecedora de uma criança é relatora das vidas dos personagens. Uma história contada na primeira pessoa, com uma escrita fluida e um enredo forte que leva o leitor a mergulhar na narrativa. Um livro que apela aos sentidos e apaixona quem o lê.

A Maria Cecilia está de parabéns e só desejamos que ela continue a escrever, porque temos a certeza, ela sabe fazê-lo muito bem. Se recomendamos este livro? Claro que recomendamos!

"A casa onde habito não é a casa onde moro."
(pág. 71)

Aqui há ternura!!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Escola da Ponte

Depois de ter revolucionado os moldes tradicionais de ensino na Escola da Ponte, o professor português  José Pacheco, residente no Brasil, considera que é preciso mudar a mentalidade dos professores para inovar na Educação.

Foto de Edições Mahatma.Localizada a cerca de 30 Km do Porto a Escola da Ponte é hoje a única que se distingue em Portugal graças ao seu modelo de ensino ímpar. À semelhança do que vai acontecendo em alguns países do norte da Europa, como Finlândia e Dinamarca, na Escola da Ponte portuguesa não existem turmas, exames  ou programas de ensino pré-definidos. Os alunos e professores são completamente autónomos e entre o que é ensinado e aprendido está apenas um aluno motivado.

Por ocasião do lançamento do seu mais recente livro " A Avaliação da Aprendizagem na Escola da Ponte", que tem a chancela das Edições Mahatma, a Bee Dynamic Books aproveitou para entrevistar o Professor José Pacheco.

Durante o mês de Março, o professor e co-autor da obra, estará mais uma vez em Portugal, desta vez para levar a cabo várias palestras inseridas também nas sessões de apresentação da obra.



Verifique a agenda de José Pacheco no final da entrevista e fique a saber qual  a cidade mais próxima de si  onde  poderá assistir a uma apresentação.


Entrevista

José Pacheco, educador português



Bee Dynamic Books- A Escola da Ponte é um projecto que visa sobretudo uma maior autonomia tanto para os alunos quanto para os professores. Para além desta, quais são as principais diferenças que podemos encontrar entre o modelo de ensino que defende e aquele que todos conhecemos?

Prof. José Pacheco- Venho repetindo que a profissão de professor não é um ato solitário, que o professor deve fazer da sua profissão um ato solidário. Professor sozinho em sala de aula é um dos absurdos do velho modelo de escola. Sozinho, ele não é autônomo. Sozinho, o professor é auto-suficiente. E, porque um professor não ensina aquilo que diz; mas transmite aquilo que é, um professor sozinho na sala de aula transmite individualismo... Por isso, uma das grandes diferenças consiste no fato de a |Ponte desenvolver autonomia, em conformidade com os valores constante da matriz axiológica do deu projeto educativo.
É necessário passar de uma cultura de solidão para uma cultura de equipe, de corresponsabilização. Sozinhos, os professores nunca conseguirão ensinar tudo a todos. O professor assume dignidade profissional, sendo autónomo-com-os-outros.
O trabalho em equipe pressupõe um permanente convívio, estabilidade e lealdade a valores e princípios de um projeto. Isso não acontece, por exemplo, no contexto de escolas onde existe um horário padrão. Porquê 50 (ou duas vezes 45) minutos de aula, se a aprendizagem acontece 24 horas por dia? Porquê 200 dias letivos, se nos educamos nos 365 (ou 366) dias de cada ano?
Eis outra diferença: uma gestão diversificada de tempos numa multiplicidade de espaços.
Muitas outras poderia referir, mas quedar-me-ei por uma, que talvez seja o “nó górdio” da crise que a Escola atravessa. Quando o professor reelaborar sua cultura pessoal e profissional, o resto mudará. Talvez, então, a escola possa se reorganizar operando uma definitiva ruptura com o velho paradigma da escola, quando forem eliminando erros do modelo atual de formação. Não duvido de que as universidades disponham de excelentes professores. As universidades dispõem de excelentes formadores, que praticam uma formação reprodutora de um modelo escolar, que deu resposta a necessidades sociais do século XIX, mas que não faz sentido manter no século XXI. A formação de professores continua imersa em equívocos. Ainda há quem creia que a teoria pode preceder a prática e encha a cabeça do formando de tralha cognitiva, ingenuamente acreditando que ele irá “aplicá-la” na sala de aula. Ainda há formadores que adestram formandos na planificação de aulas, quando deveriam prescindir dessa inútil herança de práticas sociais do século XIX. Ainda há quem considere o formando como objeto de formação, quando deveria ser tomado como sujeito em transformação, no contexto de uma equipe.

BDB- Na obra que a Editora Mahatma leva a público – Avaliação da Aprendizagem na Escola da Ponte- encontramos uma avaliação positiva a este sistema de ensino?

JP-Creio que sim. Mas deverão ser os leitores a dizê-lo...

BDB- Quais são as principais mais-valias?

JP-Os efeitos do projeto, que relatórios de comissões de avaliação independentes atestam são bem melhores do que os obtidos pelas escolas ditas “normais”. Esses resultados constam de relatórios de avaliação externa, elaborados por equipes nomeadas pelo Ministério da Educação de Portugal. São produto de uma avaliação isenta, e atestam a elevada qualidade das aprendizagens realizadas pelos alunos.
Diz-nos o último dos relatórios de avaliação que, quando transitam para outras escolas, os alunos da Ponte alcançam melhores notas do que os alunos de outras escolas conseguem alcançar. E, se no domínio cognitivo isso acontece, muito mais significativos são os níveis de desenvolvimento sócio moral.
É grande a preocupação com a vertente ética. Sabemos que o desenvolvimento ético acompanha o desenvolvimento cognitivo, sendo mutuamente influenciados. Não fragmentamos os saberes: estudos realizados com adultos formados ao longo dos últimos 40 anos demonstram que todos os nossos ex-alunos são pessoas socialmente integradas e realizadas. Talvez possa acrescentar que a Escola da Ponte provou que é possível outra educação, aliando excelência acadêmica à inclusão social. 

4)- O Ministério da Educação em Portugal, os pais, os alunos, como é que olham para a Escola da Ponte e seu modelo?
Os pais olham-na com senso crítico e elevadas expectativas. Aliás, fazem-no sendo maioria no órgão de Direção da escola... A Ponte não tem diretor.
Os jovens vêem-na, não como alunos (os “não iluminados”), mas como sujeitos aprendentes, no exercício de uma liberdade com responsabilidade, que lhes propicia uma aprendizagem da cidadania no exercício da cidadania.
Quanto ao ministério...
A Escola da Ponte é, infelizmente, a única escola com um contrato de autonomia, que ainda contém uma réstea de autonomia... No quadro dessa autonomia mitigada, a Ponte escolhe os seus professores (por concurso universal e com regras!) Os professores não deverão fazer concurso para ter um emprego, para trabalhar na escola mais próxima da sua residência, nem trabalhar em duas ou três escolas, para assegurar um melhor salário. O professor deverá aderir a um projeto, em dedicação exclusiva. Eis mais uma difeença. 
Talvez devamos apelar ao bom senso dos titulares do poder público, pedir-lhe que esteja atento a excelentes práticas que muitos educadores vêm produzindo. Intuo que as escolas carecem de espaços de convivência reflexiva. Que precisamos compreender que pessoas são aquelas com quem partilhamos os dias, quais são as suas necessidades (educativas e outras), cuidar da pessoa do professor, para que se veja na dignidade de pessoa humana e veja outros educadores como pessoas. E compete ao Ministério da Educação criar condições para que tal aconteça.

BDB- Uma das alterações que defende ao sistema de ensino é o fim dos exames. Sem exames, como é que se avaliam as competências e conhecimentos adquiridos?

JP- O atual Governo talvez esteja a resistir à tentação da examocracia (à praga dos exames nacionais). Acabamos de sair de um período de governação durante o qual se insistiu na ideia de que realizar mais exames contribui para a melhoria das, o que constitui uma medida de política educativa equivocada. Porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura...
Quando escutava os anteriores responsáveis pelo Ministério da Educação falar da Finlândia como referência de boa qualidade da educação, eu perguntava se falavam da mesma Finlândia que eu conhecia. Porque os via introduzindo mais provas, quando a Finlândia já havia prescindindo de realizar exames.
Um exame pouco, ou mesmo nada prova. É um dos mais falíveis instrumentos de avalição. Talvez por isso, a Finlândia os tivesse abolido... E, se os anteriores responsáveis ministeriais insistiram em os multiplicar, isso só pode ser reflexo de ingenuidade pedagógica.
E ainda há professaurios que crêem na bondade dos rankings! Nos primeiros lugares, são incensadas escolas particulares, que obtêm “bons resultados” à custa de uma pré-seleção de alunos e da prática de um subtil darwinismo social. Os que são submetidos ao decorar matéria sem sentido (sem atender a um dos princípios básicos da aprendizagem: o da significação), para verter em testes e, depois... esquecer. Um teste quase nada prova. É um exercício inútil e até mesmo prejudicial.
Quando um professor fica na sala, a vigiar jovens, ele presume que esses jovens são potencialmente desonestos, se puderem copiar, vão copiar... O professor-polícia não fala, mas o não-verbal fala mais alto. O vigilante está a transmitir valores em que acredita, está a desenvolver aquilo que as ciências da educação designam por currículo oculto. O professor que aceita a indigna situação de fiscal está a transmitir deslealdade, falsidade, mentira...
As competências e os conhecimentos poderão ser avaliados, se nas escolas se concretizar uma efetiva avaliação formativa, contínua e sistemática. Os registos de avaliação e as evidências de aprendizagem constantes de portefólio de avaliação poderão dizer-nos o que, efetivamente, as crianças aprenderam, quer no domínio intelectual, quer no domínio atitudinal, porque o ser humano não é apenas cognição, é multidimensional. Os jovens também são afeto, ética, estética...

BDB-Com um modelo de ensino tão diferente, como é que se cumprem programas, currículos e alcançam metas de aprendizagem?

JP-É com “um modelo de ensino tão diferente” que se cumprem programas, currículos e alcançam metas de aprendizagem. No contexto do velho e obsoleto modelo de ensino, de que a maioria das escolas enferma, nunca será possível cumprir programas, currículos, ou alcançar metas de aprendizagem. Muito menos propiciar uma educação efetivamente integral.
As escolas transformar-se-ão quando, através da referência a uma matriz axiológica, a uma visão de mundo e sociedade traduzidas num projeto, operem rupturas com uma tradição de educação hierárquica e burocrática. Quando ousarem, com prudência (crianças, não cobaias de laboratório...) reconfigurar as suas práticas, assumir formas específicas de organização do trabalho escolar, em dispositivos de relação, nas atitudes do dia-a-dia, que viabilizem práticas de educação integral. Quando as escolas cumprirem, efetivamente, os seus projetos educativos. Algo que não acontece na maioria das escolas. Sei que esta afirmação poderá irritar alguns cultores do velho modelo. Por isso, me disponibilizo para um debate construtivo, fraterno.

BDB- O que é que, na sua opinião, podemos esperar do futuro da Educação em Portugal?

JP -Fiz parte do Conselho Nacional de Educação e fui relator do Parecer sobre a proposta de lei da Reorganização Curricular. Já nessa altura, há cerca de duas décadas, manifestei a minha surpresa e desagrado por ver manterem-se iniciativas de política educativa, que não questionavam arcaísmos pedagógicos. Na época, era o estudo acompanhado, a área de projeto, a educação cívica, que eram propostos como paliativos do velho e obsoleto modelo de ensinagem. Como se o civismo fosse ensinado em uma ou duas horas por semana e não devesse estar presente em todos os momentos de aprender a ser e a conviver. Como se projeto fosse algo para trabalhar em uma ou duas aulas semanais...
Nos últimos anos, apesar da profusão de tentativas de reforma, programas, projetos, congressos, cursos e afins, não se logrou melhorar a qualidade da educação nacional. Esse desiderato será alcançado quando as escolas deixarem de estar cativas de um modelo educacional obsoleto e de uma gestão burocratizada, na qual os critérios de natureza administrativa se sobrepõem a critérios de natureza pedagógica. E subsiste uma criminosa conivência do poder público e, em particular, do Ministério da Educação em relação a essa nefasta situação.
Temo que essa situação de impunidade se mantenha. Temo o obsceno silêncio dos pedagogos, porque, ainda há pouco tempo, vi e escutei alguns, numa reunião com a Comissão de Educação da Assembleia da República, bizantinamente debatendo o número de alunos por turma e sala de aula, no pressuposto de que deve haver turmas, aula e sala de aula. Esse debate seria ridículo, se não fosse trágico...

BDB)- O livro que acaba de publicar tem entre os docentes o seu público alvo ou também pais e alunos são um alvo apetecido?

JP- Publiquei, em vários países, mais de trinta livros. Desses, apenas um está publicado em Portugal... O formato e conteúdo desse e de outros livros respondem à necessidade de aliar à fundamentação científica e pedagógica um discurso acessível ao leitor comum. Correspondem a uma latente solicitação de uma sociedade, que tomou consciência da falência do modelo de ensino a que os seus jovens ainda são sujeitos, que se apercebeu de que podemos realizar aprendizagens em múltiplos espaços sociais (e que, dentro do edifício da escola, quase nada se aprende...) e que já se anuncia a possibilidade de conceber novas construções sociais de aprendizagem.
No edifício da escola, nas praças, nas empresas, nas igrejas, nas bibliotecas públicas, e centros culturais, passamos a contemplar um novo modo de desenvolvimento curricular, duas vias complementares de um mesmo projeto: um currículo subjetivo, e um projeto de vida pessoal, a partir de talentos cedo revelados; um currículo de comunidade, baseado em necessidades, desejos da sociedade do entorno. 
Quando fui aluno de escola "tradicional", gastei um tempo precioso a decorar os afluentes da margem esquerda de rios e de outras lengalengas que, agora, me ocupam a memória de longo prazo. Não me fizeram mais sábio, nem mais feliz. São muitos e diversos os caminhos de mudança, sendo urgente que os educadores compreendam o que significa o termo “currículo”. Que, por exemplo, os professores não percam tempo a tentar ensinar fora de tempo o que é um "dígrafo", ou expressões como "sujeito nulo subentendido", o que são "plantas epífitas", ou em que consiste um "ato ilocutório diretivo".
É preciso experimentar um novo modo de organização, em equipes de pessoas autónomas e responsáveis, todas cuidando de si mesmas e de todo o resto, numa escola realmente “pública”. Não negando o potencial da razão e da reflexão, juntar-lhe as emoções, os sentimentos, as intuições e as experiências de vida. E uma escuta que, para além do seu significado metodológico, terá de ser humanamente significativa e de assentar numa deontologia de troca “ganha-ganha”.
Que se perceba que toda a prática tem teoria subjacente, que não há prática sem teoria. E que a fundamentação teórica do ato de educar seja multirreferencial, numa práxis coerente com necessidades educativas locais, escapando a modas e fundamentalismos pedagógicos. Que a aprendizagem não está centrada no professor, nem no aluno, mas na relação. E que da qualidade da relação depende uma boa qualidade educacional.
As escolas poderão desenvolver um currículo mais adequado às novas competências e exigências do século XXI. A velha escola há de parir uma nova educação. Mas as dores do parto serão intensas, enquanto as “naturalizações”, as “certezas”, as crenças ministeriais, a tecnocracia e a burocracia continuarem a prevalecer em domínios onde deveria prevalecer a pedagogia.

AGENDA:

O Professor José Pacheco, co-autor do livro " Avaliação da Aprendizagem na Escola da Ponte" estará em Portugal para uma sequência de apresentações da obra e palestras. Verifique a agenda e não perca um destes eventos!
Agenda
Sexta feira dia 3 de março (das 14h às 19h) - Hotel S. Rafael Atlântico - ALBUFEIRA
Sábado dia 4 de março (até às 16h) – Hotel S. Rafael Atlântico – ALBUFEIRA
Sábado dia 4 de março (das 18h às 20h) – Biblioteca Municipal José Saramago – BEJA
Terça-Feira dia 7 de março (das 21h às 23h) – CESPU (Escola Superior de Educação)VILA NOVA DE FAMALICÃO
Quarta-Feira dia 8 de março (das 21h às 23h) – Salão Municipal – VILA DO CONDE
Sábado dia 11 de março (das 9.30h às 16.30h) – Escola Agrária – COIMBRA
Domingo dia 12 de março (das 9.30h às 16.30h) – Escola Agrária – COIMBRA
Segunda-Feira dia 13 de março (local ainda a definir) - LISBOA
Terça-Feira dia 14 de março (Gulbenkian) – Lisboa
Quarta-Feira dia 15 de março – Entrevista no Programa Você na TV na TVI
Quinta-Feira dia 16 de março – ISCTE – LISBOA
Sábado dia 17 de março – (local ainda a definir) ALMADA


Foto de Edições Mahatma.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Rosas e Espinhos no Amor de Casal



É já esta sexta feira que o palestrante internacional José María Doria vem a Lisboa apresentar o seu mais recente livro com a chancela das Edições Mahatma. Não perca esta oportunidade para o ouvir numa palestra subordinada ao mesmo tema do livro ROSAS E ESPINHOS NO AMOR DE CASAL. Na sede do IPDJ (à Expo) às 20h de sexta feira dia 10 de Fevereiro.
Foto de Edições Mahatma.

É já amanhã!


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Célula Adormecida

A nossa colega e autora Madalena Condado esteve à conversa com Nuno Nepomucemo por ocasião da apresentação do seu mais recente sucesso literário.

No passado dia 30 de novembro, na FNAC do Colombo, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.

Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 
Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que de alguma forma contribuíram para este seu novo sucesso. O seu editor, o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto do blog Ler Y Criticar.
Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.

“A Célula Adormecida” é um livro psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais como lhe é típico dizer muito com poucas palavras, mas mais importante ainda leva-nos a questionarmo-nos a cada folhear de página sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 

O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro através da sua visão tinham tudo para correr bem.

O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Na “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas. 
Mas para o conhecerem ainda um pouco melhor coloquei-lhe três questões e aconselho vivamente a seguirem-no através das suas páginas e quem sabe aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar. 

Como se descreveria? 

Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever. 

Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"? 

A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias , que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em A Célula Adormecida, o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.

Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde? 

Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança. 


“O terror está no meio de nós” 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Quem lê...adora!

Assista ao novo  BookTrailer d'A Guardiã, O Livro de Jade do Céu. Agora com um preço especial antes de ir para as livrarias. Apenas 19 euros com oferta do portes de envio para Portugal Continental. Encomendas para o e-mail beedynamicbook@gmail.com!

Página da autora
https://www.facebook.com/AnaKandsmar/?fref=ts



Quem ainda não leu O Livro de Jade do Céu, leia aqui mais uma opinião de um leitor. Os nossos agradecimentos ao leitor Nuno Novo!
"Concluída que está a leitura do livro "A Guardiã - O Livro de Jade do Céu", como ficou prometido, e porque gosto de honrar os meus compromissos, cumpre-me, agora, emitir a minha modesta opinião. 
Já de há uns tempos a esta parte, que o livro me tinha suscitado curiosidade. O título era (é) bastante apelativo para quem gosta de explorar no imaginário, campos da criação divina/mitológica.
As minhas expectativas iniciais, agora que está concluída a sua interessante e intensa leitura, não foram de modo algum, defraudadas. Antes pelo contrário.
Um romance mitológico de cortar a respiração, com muito suspense e emoções fortes.
Embarquei num "espectro de luz" e viajei por muitos dos lugares míticos da história universal.
Avalon e Camelot, com as suas lendárias personagens de Rei Arthur e Lancelot e a rivalidade pela disputa de Genneviere, a donzela que conquistou o coração de ambos.
Breve passagem pela Terra Santa e Palestina, sem esquecer a cidade de Petra e os seus deslumbrantes monumentos na vizinha Babilónia e Mesopotâmia.
Uma viagem pelo Renascimento e pela mão do artista Michellangelo, passando de igual modo, figuras e obras bem portuguesas. E claro, por Lisboa e Zona Oeste, em geral e Óbidos, em particular. Sem esquecer a sua ex-libris licorosa e claro, o comércio que a envolve e serve, em copinhos de chocolate.
A abordagem saudável e equilibrada à história da religião muçulmana, do seu profeta Maomé, e as diferentes interpretações do seu conceito.
Sem esquecer, uma viagem ao imaginário de James Murray Barry, e o mundo encantado de Peter Pan.
A abordagem a personagens bíblicas cirúrgicas, símbolos e rituais de adoração ao Demo. E com uma pitada de enigmas e charadas q.b..
Uma história de amor improvável, com ligeiros despertar de sensualidade.
Adorei. Muito!
Dan Brown, em o "Código da Vinci", aborda, também, este tipo de rituais de Ordens/Seitas, no caso em concreto, do Priorado do Sião.
E o mítico Graal... afinal, a descendência Merovingia!
Ana Cristina Pinto, fiquei deveras surpreendido com a forma como conciliaste este emaranhado mitológico, e o descreves de forma tão ilustre e peculiar.
Afinal, o bem e o mal; a luz e as trevas; o Yin e o Yang; o certo e o errado; o dia e a noite; o calor e o frio; Deus e o Demónio, serão sempre indissociáveis!
Trouxe-me à memória uma frase que proferia muitas vezes a minha saudosa avó materna "o amor e o ódio, caminham sempre de mãos dadas, há que os saber equilibrar e controlar".
Voltando ainda à obra de Dan Brown, retenho algumas expressões que com alguma regularidade foram utilizadas, tais como "anuir" e seus derivados, "tamborilar" e "assomou-se".
De igual forma, neste fantástico e surpreendente romance, recorres com alguma frequência a termos como "aquiescer" e "excruciante". A tua percepção e a forma como revés o Outono e o descreves com tamanha objectividade no papel de Luana Kelman😉
Parabéns.
Adorei e recomendo vivamente a sua leitura."

(Nuno Novo)
















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